TODAS AS RELIGIÕES SÃO BOAS E VERDADEIRAS?


Nos dias de hoje, é disseminado entre as pessoas a ideia de que não importa a religião que você siga. O importante é ter uma. Deus é um só, portanto todas são iguais. O que pensar disto?

 

A religiosidade acompanha a humanidade desde sempre. Assim nos fala o Catecismo: Em sua história, e até os dias de hoje, os homens têm expressado de múltiplas maneiras sua busca de Deus por meio de suas crenças e de seus comportamentos religiosos (orações, sacrifícios, cultos, meditações etc). (…) Tudo isto para que procurassem a divindade, mesmo se às apalpadelas, se esforçassem por encontrá-la (...) (CIC §28)

No Antigo Testamento, o povo hebreu foi alertado pelas leis mosaicas a terem cuidado com práticas religiosas diferentes das dele: “As nações que vais despojar ouvem os agoureiros e os adivinhos; a ti, porém o Senhor, teu Deus, não o permite” (Deuteronômio 18,14) Os israelitas afastaram os Baal e as Astarot, e serviram só ao Senhor” (1 Samuel 7,4). Houve até o embate entre o profeta Elias e os profetas de Baal (1 Reis 18, 21-40).

No tempo do Novo Testamento, igualmente havia várias religiões. Paulo quando estava em Atenas à espera de Silas e Timóteo ficou amargurado ao ver que aquela cidade estava entregue à idolatria (Atos 17,16), pois percorrendo a cidade teria visto os monumentos do culto religioso grego a ponto de encontrar um altar dedicado a um “Deus desconhecido”. (Atos 17,23)

Existem religiões que não buscam a elevação do homem a Deus, sendo verdadeiras promotoras de ódio e de segregação. Existem aquelas que negam a sacralidade da vida humana e rebaixam o ser humano de sua dignidade. Igualmente existem aquelas que cultuam entidades espirituais pagãs.

Religiões que nos são colocadas como boas, quando olhadas de mais perto mostram suas imperfeições, como por exemplo: o Hinduísmo (Bramamismo) acredita na reencarnação e que o ser humano é uma emanação da divindade (Brahman); o Islamismo cujos textos sagrados justificam o uso de violência contra os não-muçulmanos; Espiritismo prega a reencarnação, nega a Santíssima Trindade, crê na comunicação com os mortos, entre tantas crenças contrárias à fé cristã; Budismo prega a reencarnação e a não-existência da alma; Umbanda reúne elementos do espiritismo, acredita no uso de “magia” por meio de oferendas a entidades espirituais (que conhecemos pelo nome popular de 'despachos'). É digno de nota alertar que a maçonaria defende o relativismo religioso, de modo que seus membros são levados a acreditar que todas as religiões são válidas. (sobre a impossibilidade de um católico ser maçom leia o nosso artigo a respeito em http://www.nsconceicao.com.br/index.php/artigos/perguntas-e-respostas-catolicas/1041-um-catolico-pode-fazer-parte-da-maconaria).

Muito embora em muitas religiões se encontrem elementos sinceros de aperfeiçoamento do ser humano, percebemos que elas carecem de uma visão verdadeiramente redentora da humanidade. Sem falar que civilizações que adotaram muitas das religiões acima mencionadas, vivem até hoje em um relativo atraso social e econômico que os povos cristãos há muito tempo superaram, haja vista os valores de liberdade, trabalho e busca pelo conhecimento que caracterizaram o cristianismo nascente.

O cristianismo surgiu dentro de um mundo violento e supersticioso em que as religiões legitimavam as injustiças sociais existentes, tais como escravidão e desprezo da mulher e colocavam a divindade como algo inacessível e distante. A novidade do Evangelho de Cristo inaugurou um tempo de concórdia em que homem e mulher são colocados como iguais e que toda vida humana deve ser valorizada e se desenvolver livremente. A partir de Jesus e Nele, o homem está reconciliado com Deus, foi elevado à condição de “filho” e não apenas criatura. Com Jesus, o homem está próximo de Deus. O homem ascendeu à condição de filho de Deus. Nenhuma outra religião tem este ensinamento.

O fato da Igreja buscar um diálogo com outras religiões, não significa que Ela concorda com as suas crenças. O documento 'NOSTRA AETATE' (documento conciliar sobre o diálogo inter-religioso) delineia que tal diálogo é tentado não porque os credos religiosos diferentes têm a mesma importância, mas a partir da noção de origem comum de todos os homens. Como nos ensina o Magistério, A tarefa missionária implica um diálogo respeitoso com os que ainda não aceitam o Evangelho. (Ver Catecismo da Igreja Católica, §§ 842/856)

O cristão de hoje convive diariamente com pessoas de crenças diferentes e nesta convivência muitas vezes é seduzido. Facilmente você pode encontrar um cristão que diz acreditar em reencarnação ou que frequenta terreiros de candomblé. Ou que realiza práticas supersticiosas, como andar com amuletos (pé de coelho, trevo de quatro folhas, “figa” etc). O perigo de tamanha confusão está no esfriamento da fé. O cristão que mescla sua fé em Jesus com estas crenças, certamente não dará o devido valor ao sacrifício de Cristo por nós, pois para ele toda forma de religiosidade é válida. (ver artigo: http://www.nsconceicao.com.br/index.php/artigos/perguntas-e-respostas-catolicas/1077-um-catolico-pode-consultar-horoscopo-cartomante-buzios-e-outras-formas-de-adivinhacao)

Não podemos colocar em pé de igualdade a fé em Jesus Cristo com a em Buda, Vishnu, na reencarnação ou em qualquer outra divindade ou ensino fora da revelação cristã. Se assim fizermos, trairemos a Verdade contida na Revelação de Jesus Cristo que foi bastante claro ao dizer: “EU SOU O CAMINHO, A VERDADE e A VIDA. NINGUÉM vai ao PAI senão POR MIM” (Jo 14,6). Não existem outros caminhos para se chegar a Deus. Jesus é O CAMINHO. Único. Apenas Ele reconciliou a humanidade com Deus pagando o preço de Seu sangue derramado na cruz.

 

Portanto, diante dos esclarecimentos acima, devemos ter respeito pelas pessoas que creem diferente de nós cristãos, mas nunca devemos dizer que todas as religiões são verdadeiras, pois A VERDADE se fez carne e habitou entre nós. Seu nome: JESUS CRISTO.

 

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FONTES

 

Bíblia Ave Maria.

Catecismo da Igreja Católica. Edição típica vaticana.

Livro: “Falsas doutrinas: seitas e religiões”. Prof. Felipe Aquino. Editora Cleofas.

 

Desenvolvido pela Pastoral da Comunicação - Paróquia de Nossa Senhora da Conceição (2017)

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