QUAL A DIFERENÇA ENTRE ECUMENISMO E DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO?

A Igreja Católica convive com diferentes religiões e separações em seu seio desde os tempos apostólicos. Após o Concílio Vaticano II, a Igreja tem adotado algumas posturas que passaremos a analisar a partir de agora.

 

O QUE É ECUMENISMO?

Ecumenismo compreende um conjunto de esforços empreendidos com o fim de (re) aproximar os cristãos pertencentes às mais diversas comunidades eclesiais protestantes e as Igrejas do Oriente com a Igreja Católica.

Coexistem junto com a Igreja Católica incontáveis denominações que também professam sua fé na Revelação Divina em Jesus Cristo. Esta raiz comum é o ponto de partida dos esforços ecumênicos para um diálogo.

O Concílio Vaticano II elaborou um decreto chamado “UNITATIS REDINTEGRATIO”. Este documento lançou as linhas gerais do movimento ecumênico pós-conciliar e a carta encíclica “UT UNUM SINT” (1995) escrita pelo então Papa João Paulo II que discorreu sobre o empenho ecumênico.

O decreto inicia dizendo que um dos principais propósitos do Concílio era “Promover a restauração da unidade entre todos os cristãos”. Portanto, eis aí o que deve impulsionar as ações ecumênicas. O diálogo ecumênico deve estar assentado na certeza de nossa fé CRISTÃ CATÓLICA. Sem isso, não há verdadeiro diálogo, e, sim, concessões infrutíferas que apenas reforçarão as divisões. Na declaração UT UNUM SINT, João Paulo II dispõe: “A unidade querida por Deus só se pode realizar na adesão comum ao conteúdo integral da fé revelada. (…) quem poderia considerar legítima uma reconciliação levada a cabo à custa da verdade? (…) Portanto, um “estar juntos” que traísse a verdade, estaria em oposição com a natureza de Deus (...)”.

Não raro tais esforços de aproximação produzem frutos de conversão.

A exposição clara da doutrina católica e a historicidade de sua fé têm reconduzido ao rebanho de Pedro muitas almas.

O QUE É DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO?

Por outro lado, a Fé Cristã convive no mundo com outras expressões de fé (não-cristãs) e com elas também busca estabelecer um canal de comunicação.

Diálogo Inter-religioso compreende um esforço de estabelecer a união e caridade entre os homens de todas as religiões.

O Concílio Vaticano II produziu a declaração “NOSTRA AETATE” que norteia a interação da Igreja Católica com outras formas de credo a partir da noção de origem comum da humanidade, pois todo o gênero humano foi criado por Deus.

Em ambos os casos, a Igreja (clero e leigos) deve sempre se portar a partir da noção de que pertencemos ao rebanho de Cristo conduzido por Pedro e seus sucessores há mais de dois mil anos. Não devemos negar nossos símbolos e crenças que tão caro custaram aos mártires de todas as épocas que se mantiveram fieis até a morte.

O sincretismo religioso é a interação entre duas ou mais tradições religiosas, muitas vezes originando uma nova forma de expressão de fé. Aqui no Brasil, por exemplo, é muito comum vermos cultos de religiões africanas se valerem de recursos católicos ou mesmo da introdução de elementos religiosos africanos em cultos católicos. Fazer sincretismo entre a religião cristã e outras religiões não é fruto legítimo do diálogo inter-religioso querido pela Igreja, portanto, deve ser evitado e rejeitado. Não é legítimo colocarmos elementos de outras religiões dentro da Santa Missa ou até mesmo em reuniões de fieis católicos, nem mesmo se manter em casa imagens de santos ao lado de entidades cultuadas em outras religiões. 

 

 

Exemplo de sincretismo religioso: Imagens católicas junto a imagens de personagens da Umbanda

 

Um grande perigo que existe no trato com não-católicos ou não-cristãos é o de acharmos que não há nada de errado em não-ser cristão. Ora, TODO BATIZADO é missionário e deve sempre buscar a conversão do outro. Claro que nem sempre será possível, mas devemos expor nossa fé e nossos atos de uma maneira clara e cativante.

Crermos na redenção da humanidade unicamente através de Cristo é nosso diferencial. Jesus mesmo disse: “Eu sou o CAMINHO, a VERDADE e a VIDA. NINGUÉM vai ao PAI senão POR MIM” (Jo 14,6) e ainda “(...) FAZEI DISCÍPULOS MEUS TODAS AS NAÇÕES” (Mt 28, 19)

 

Nunca neguemos nossas raízes cristãs e católicas!

 

Que todos sejam UM como EU e TU, Pai, somos UM” (Jo 17,21)

 

 

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