Tríduo Pascal

O Tríduo Pascal “é ápice luminoso de todo o ano litúrgico”[1]. Inicia-se na tarde ou noite da Quinta-feira Santa, com a celebração da Missa da Ceia do Senhor. Trata-se de uma solene liturgia, onde a Igreja celebra a instituição da eucaristia, a última ceia de Jesus com seus discípulos antes de sua paixão e morte. Rememora-se, também, a instituição do ministério sacerdotal, sustentado na palavra de Cristo: “Fazei isto em minha memoria” (1Cor 11,24). Nesta missa tem-se o rito do lava-pés, que faz memória à ação do Senhor para com seus discípulos. Esta solene liturgia termina sem a bênção final, mas com o início das marcas da dor e da paixão, lembradas com a translação do Santíssimo Sacramento. Este momento faz memória ao momento em que Jesus vai para o Monte das Oliveiras, onde suará sangue e será preso. É válido ressaltar que após a Missa o altar é desnudado; “ele é símbolo do Cristo aniquilado, despojado, flagelado e morto por nossos pecados”[2]. A cor litúrgica deste dia é o branco.

          Mas o que é Liturgia? O que primeiramente vem a nossa mente quando se fala em Liturgia é a santa Missa, sem dúvida é a maior, mais completa e importante celebração litúrgica, mas podemos ver a Liturgia como todos os momentos de reciprocidade entre o homem e Deus em que nos colocamos diante de Deus e assim o glorificamos ao mesmo tempo em que nos santificamos, onde misteriosamente ele nos convoca ao mesmo tempo em que se oferece nas sagradas liturgias.
           “A palavra ‘liturgia’ significa originalmente ‘Obra pública’, ‘serviço, da parte do povo e em favor do povo’” (cf. CIC 1069), é uma ação do povo, assim sendo podemos ver na própria nomenclatura que se trata de algo que é feito por uma comunidade, por um grupo que tem algo em comum, momento em que Cristo cabeça encontra seu corpo a: a Igreja reunida, congregada, mas é valido ressaltar sustentado em Bento XVI que não se trata de um mero encontro, pois aí se encontra também a comunhão celeste. A expressão “liturgia” nos revela que se trata também de uma obra, serviço, dando espaço para participação e colaboração dos ministérios litúrgicos, assim como de todos que celebram.
          A Igreja por sua vez oferece seu louvor e súplica de forma sensível (através de símbolos e sinais: sacramental) e agradável ao pai, agindo “na Igreja e pela Igreja” (cf. SC 7), sendo assim uma ação sagrada, que manifesta a presença de Deus e assim o encontramos. Sustentados nesta concepção a Igreja nos convoca a refletir qual a finalidade de celebrar a Liturgia, qual o objetivo prático em viver a Liturgia, sendo “que os fiéis vivam e deem testemunho dele [Cristo] no mundo” (cf. CIC1068), sendo assim a busca incansável de concretizar a salvação não só quando estamos a viver a Liturgia, mas sim todo o tempo vivendo o que celebramos e celebrando o que vivemos: alegrias, união, louvores, assim como o luto e a dor como suporte e caminho para celebrar a vitória.

Meu nome é Irmão Tarcísio Matias de Maria Imaculada e da Paixão Senhor. Faço parte do Instituto dos Filhos da Preciosa Vida. Vou contar um pouco da minha história e dar testemunho da ação de Deus na vida de quem Ele escolhe.

Sou de uma família muito simples e humilde, nasci na cidade de Ceará-mirim interior do Rio Grande do Norte no dia 22 de agosto de 1985 e cresci em Massaranduba, um pequeno povoado a 30 minutos da capital Natal. Fui batizado nas Santas Missões do Frei Damião de Bolzano no dia 8 de fevereiro 1986 na Capela de São José. Sou de família católica, minha mãe chama-se Varlúcia e meu pai José Eduardo, também sou o primogênito de seis filhos todos homens, porem somente três vivem.


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Desenvolvido pela Pastoral da Comunicação - Paróquia de Nossa Senhora da Conceição (2017)

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